Entrevista Di Acordi: autora de O Dragão do Rei

Entrevistamos a autora Di Acordi autora dos livros O Dragão do Rei e A Filha da Necrópole, falamos sobre escrita, literatura, futuros projetos, sobre as plataformas para publicações literárias, motivações.

Di Acordi

Entrevistamos a autora Di Acordi autora dos livros O Dragão do Rei e A Filha da Necrópole, falamos sobre escrita, literatura, futuros projetos, sobre as plataformas para publicações literárias, motivações.

Ela é a primeira entrevistada de um dos projetos que temos aqui no Paralelismo de fazer entrevista com diversos artistas das mais diversas áreas. Além de autores também vamos trazer músicos, editores, desenvolvedores de jogos, entre outros.

Todos os links para ler as histórias escritas pela Di estão na postagem, e também um pouquinho sobre tudo o que ela já lançou, então não deixe de dar uma olhada e prestigiar essa talentosa autora nacional.

Paralelismo: Por que escrever?

Di Acordi: Se perguntássemos à menina de doze anos que amava filmes e livros, não sabia se enturmar direito e nem gostava da maioria das coisas que as pessoas de sua idade gostavam, diria que: escrever para fugir da solidão. Para expressar de algum modo, além da imaginação, aquilo que criava em segredo. Escrever para ser feliz.
Perguntando à mulher de vinte e seis, a resposta não muda muito, na verdade. Porém, tanto tempo se passou desde que ingressei nesta vida de criação, de verdadeiro amor pela fantasia, que hoje, acima de tudo, escrevo para me sentir viva. Se existe mesmo essa coisa de que cada um de nós nasce com um objetivo traçado, o meu é este, sem dúvidas. E sou muito feliz por tê-lo descoberto tão cedo, afinal criei personagens ao longo destes mais de dez anos dos quais tenho muito orgulho. Personagens que, muitas vezes, foram as “pessoas” que eu tinha mais próximas em meu dia a dia. Então, é isso: escrevo para me sentir no lugar certo, para não apagar aquilo que sou.

P: Como está sendo a recepção dos seus escritos?

DA: Está sendo muito mais maravilhosa do que eu jamais poderia sonhar. Veja bem, levou muito (muito!) tempo para que eu resolvesse mostrar meus livros para alguém de fora, para um público. Levou tempo até mesmo para mostrá-los à minha família! Existia em mim um sentimento que não me permitia compartilhar aquilo, que era (e ainda é) tão íntimo. Talvez fosse medo, ou vergonha, ou apenas o bom e velho receio do julgamento negativo. Mas este medo se provou irracional. Não há um leitor de A Filha da Necrópole que não tenha conhecido a história e amado, além de passar pela maior montanha-russa de sentimentos durante a leitura, e isso era tudo de que eu precisava para saber que estou indo pelo caminho certo.

P: Como é ter livros publicados na Amazon?

DA: Um desafio. A Amazon é uma plataforma comercial, diferente do Wattpad e suas leituras gratuitas. É muito mais difícil conseguir leitores na Amazon, em especial porque a busca pelo gênero fantástico é menor, assim como a interação escritor-leitor também é. Contudo, estou apenas no início da minha experiência com a Amazon. Testando caminhos e métodos promocionais. Vamos, como sempre, seguindo com um passinho de cada vez.

P: O Wattpad é uma plataforma funcional?

DA: Muito. Foi uma boa porta de entrada na minha vida “pública” de escritora. Lá, consegui meus primeiros leitores, a primeira interação com o público, conheci outros escritores maravilhosos, novos pontos de vista e obras fantásticas.

P: Como começar a escrever?

DA: Tenha uma ideia, ou um personagem, um cenário, uma cena que for. Desenvolva uma estrutura ao redor deste elemento, que é seu ponto-chave. Crie uma base; não precisa ser para o livro todo, a princípio, mas pelo menos para uma parte. Se achar necessário, anote suas ideias ou a ordem cronológica dos fatos em tópicos. E então, escreva. E não pare nunca.

P: O que diria pra quem está começando?

DA: Não se torture pensando que nada vai dar certo. Também não espere que o sucesso apareça instantaneamente, pois isso é praticamente impossível. Respeite seu tempo e não desista. Aceite sugestões e críticas construtivas, e descarte tudo aquilo que queira te diminuir, te ferir, sem nenhum propósito além de te fazer se sentir mal — e cuidado: muitas vezes esses ataques aparecem disfarçados de críticas construtivas. Não se preocupe, você vai saber diferenciá-los. Lapide seu texto mil vezes se for preciso, apague tudo e reescreva, acrescente detalhes, mude nomes e sexo de personagens, faça reviravoltas que nem você sabe direito como vai resolver. Nunca aposte no que é seguro. Mas também não duvide da capacidade que um clichê bem escrito pode ter de fazer as pessoas se apaixonarem. Preocupe-se sempre com a mensagem contida em sua história, pois você é responsável por aquilo que quer transmitir ao mundo.

P: O que acha de antologias?

DA: Já participei de duas e acho que, quando bem organizadas e administradas, fazem bem tanto ao autor (principalmente o iniciante) quanto à editora. Particularmente acho um desafio… Na verdade, escrever textos pequenos sempre acaba sendo um desafio para mim. Em especial quando o tema é bastante específico e fora daquilo com que estou habituada. Sair da zona de conforto causa um pouquinho de nervosismo, mas é muito bom.

P: Qual o seu livro favorito? 

DA: Não consigo ter apenas um. Quando adolescente, Harry Potter era minha grande referência literária. Hoje em dia, A Crônica do Matador do Rei é minha história favorita. Os livros do Riordan também conquistam cada vez mais espaço no meu ranking particular; a escrita e as histórias, que já eram boas no início, evoluíram ao longo dos anos e cada vez gosto mais do trabalho dele. A série Fúria Vermelha do Pierce Brown, tem um espaço mais do que especial no meu coração. Devo citar também O Parque dos Dinossauros, do Crichton (que consegue ser ainda melhor que o filme, no qual sou incontestavelmente viciada). Gostei muito também de Caixa de Pássaros, se tornou meu terror favorito, e, para fechar a lista, Não me Abandone Jamais (Kazuo Ishiguro), A Menina Submersa (Caitlín R. Kiernan) e os trabalhos da Gillian Flynn.

P: Qual seu/sua autor(a) favorito(a)? 

DA: Rothfuss, Riordan, Flynn e Brown, que citei na resposta anterior.

P: Qual personagem criado por você é o seu favorito?

DA: Eryon de O Dragão do Rei, pelo seu compromisso e luta pelo que considera correto e por tudo mais que o envolve. Jaspe da Duologia Cisne Negro e de Polaroid/Cherry, por me lembrar tanto de mim mesma em certos momentos.

P: De onde surgiu a ideia para escrever O Dragão do Rei

O Bruno (meu noivo) estava em uma onda de ler livros de dragões e eu queria escrever algo para ele. Com influência de The Black Parade do My Chemical Romance (aqui entra a culpa de Jacqueline nas minhas tendências trevosas), surgiu Karamel Adariani

P: De onde surgiu a ideia para escrever A Filha da Necrópole?

DA: Eu tinha acabado de ler Jogos Vorazes e Fúria Vermelha e estava em um hype fortíssimo com distopia. Foi a partir daí que comecei a bolar a minha própria. Como amo fantasia (meu gênero literário favorito), misturei as duas coisas e criei As Regras, as Três Superfícies, Kaissuna, os clãs e todos os problemas sociais que foram abordados no livro 1, e que retornarão no 2.

P: Quais são seus próximos projetos?

DA: Estou finalizando Cherry, a continuação de Polaroid, e, com isso feito, ambas as obras vão para a Amazon. Vou fazer a revisão final de A Alma da Árvore e O Destruidor de Mundos, continuações de O Dragão do Rei, para também colocá-los na Amazon. Depois, retorno para O Guerreiro dos Três Mundos e Aos Olhos da Justiça (ainda não sei qual dos dois primeiro), para finalizá-los. Tento não pensar em outras histórias além dessas por enquanto, quero concluí-las antes de partir para qualquer outra coisa. Contudo, tenho vontade de escrever algo longo e detalhado no futuro, nível As Crônicas de Gelo e Fogo. Uma coisa que me tome tempo e que tenha atenção para com os mínimos detalhes.

P: Dentro do mundo literário, qual o seu maior sonho?

DA: Que o autor brasileiro encontre mais portas abertas nas editoras do país, com profissionais que acreditem em suas histórias e o auxiliem na lapidação de seus livros, em busca de reconhecimento e sucesso. E, de preferência, que nenhum autor precise pagar uma pequena fortuna pra ver seu trabalho na estante de uma livraria.

P: O que te motiva a escrever?

DA: Eu realmente gosto de escrever. Faço isso há quase 15 anos. Não posso dizer que escrevo “porque um dia serei famosa, verei meu livro virando sucesso internacional, ganhando série na HBO e transformando toda uma geração” simplesmente porque me desapeguei desse tipo de pensamento. É claro que todo escritor quer essas coisas, mas não uso minha escrita dessa forma, como meio para um fim. Minha maior motivação mesmo é o gosto pela criação. Sei aproveitar o desenvolvimento de cada capítulo, de cada mundo e personagem, me divirto com o que faço e acho que, quando fazemos algo sincero, a tendência é que outras pessoas sintam essa sinceridade no trabalho final. Sintam uma conexão com a sua arte e com o que você é.

P: O que tem de mais interessante no cenário nacional da literatura atualmente? 

DA: Tem muitos, mas MUITOS escritores iniciantes e independentes com um talento ímpar. Basta olhar com cuidado e lá estarão eles. E eu gostaria de vê-los com mais destaque nos holofotes, sendo recompensados pelas batalhas diárias com as críticas, a divulgação ininterrupta, a busca pelas parcerias, os vídeos, as resenhas… Esse pessoal se desdobra pra conseguir visibilidade, e eu torço para que todos atinjam seus objetivos eventualmente.

P: Se você fosse viver dentro do universo de uma de suas histórias, qual seria?

DA: Eu estaria basicamente ferrada em qualquer um que escolhesse, hahaha. Talvez eu vivesse na Árvore da Vida após os acontecimentos d’O Épico de Dragões. Mas somente após! Também amo a Segunda Superfície, um dos mundos da Duologia Cisne Negro, e não me oporia a uma temporada nos desertos que circundam o castelo de vidro da Esmeralda. Mas também teria que ser depois dos acontecimentos dos livros, porque prezo pela minha vida, haha.

P: Qual personagem criado por você você gostaria de ser amiga? 

DA: Karamel (O Dragão do Rei) e Kaissuna (A Filha da Necrópole) sem dúvidas. Minhas doidinhas me entenderiam perfeitamente e eu adoraria espalhar o caos sobre a Terra ao lado delas /aquelas hahaha

P: Qual personagem criado por você você gostaria que ganhasse vida?

DA: Eryon (O Dragão do Rei) e Jaspe (O Guerreiro dos Três Mundos/Cherry). Daria um abraço em cada um e pediria desculpas pelo sofrimento causado.

P: A literatura tem o poder de mudar o mundo?

DA: Sem dúvidas. A literatura, mesmo a ficcional, é um registro da nossa história. Ela contém mensagens que alguém quis passar a um povo ou uma época e que, por vezes, perduram sem nunca envelhecer. Ela influencia e une as pessoas. A literatura (e também suas adaptações para outras mídias) tem o poder de atravessar as barreiras imaginárias que os seres humanos criam, na intenção de nos diferenciar uns dos outros, e conduz nossos pensamentos para um objetivo em comum. Ela é capaz de fazer com que esqueçamos dos nossos piores problemas. Dá mais vida e esperança ao mundo complicado onde vivemos.

P: Pra terminar. Quem é Di Acordi?

DA: Eu sou o que eu escrevo, uma espécie de caos convertido em palavras. Eu sou todos esses personagens complicados, os sofrimentos, as dúvidas deles. Eu sou o fogo da Kara e a magia explosiva da Kai. Sou o amor entre Hiram e Jade. Sou o sentimento mais desolador que esmaga o peito do Eryon. A cura do Jaspe e o espírito selvagem do Alexei. Sou os gigantes e dragões ancestrais que criaram Sál-Tré-Galdur, o Rei Fae que governa as fadas em sua ilha flutuante e retirada da realidade das Três Superfícies. Eu sou essas coisas que a minha cabeça imagina, composta por muitos mundos. Minha plenitude na vida se define pela criação. Eu sou a garota que escreve sobre garotas mortas e amo cada um dos universos que habitam em mim.

P: Um recado para os leitores do site.

DA: Apoiem sempre a literatura nacional. Talvez vocês não saibam, mas no nosso país é muito difícil construir uma carreira como escritor, por “n” motivos. Uma dica muito simples de como nos apoiar: faça uma conta na Amazon! Muitos de nós oferecemos nossos e-books gratuitamente por lá. Além disso, você pode avaliar a obra e deixar uma resenha após lê-la, sem contar que, com o Kindle Unlimited, tem acesso a milhares de livros e paga apenas um pequeno valor mensal (é tipo a Netflix da literatura, haha). O Wattpad também é uma plataforma muito boa, super interativa (você pode literalmente surtar a cada parágrafo e deixar um comentário para o autor sobre isso — inclusive adoramos esses surtos, por favor comentem mais! ❤), que te permite construir um relacionamento mais próximo com seus autores favoritos, trocar ideias e, quem sabe, começar a escrever suas próprias histórias. Nas duas plataformas há livros para todos os gostos, e ambas possuem aplicativos, caso você prefira ler diretamente pelo celular, tablet, etc. Fica aqui o meu convite, venham ler! 😉

Uma breve descrição de:

O Dragão do Rei: https://amzn.to/2DezpKa (Amazon)

Kara é muito mais do que apenas uma manipuladora de fogo: aos 16 anos, ao ser pega em uma vida de crime da qual não conseguia escapar, teve sua cabeça cortada. Contudo, “algo” a trouxe de volta à vida. Infelizmente, nada era mais como antes: a essência de Karamel estava quebrada, ela já não compreendia o comportamento humano e, devido a isso, perdeu suas noções morais. Com seus recém-adquiridos dons incendiários, a mulher eliminou tudo que se colocou em seu caminho, seu sangue frio e poderes imbatíveis dando-lhe a alcunha pela qual todos os habitantes de Lífio a conheciam: a Degolada.

A Filha da Necrópole: bit.ly/Necrópole (Wattpad) ou bit.ly/AFDNsweek (Sweek)

Na realidade das Três Superfícies, a grandeza social é adquirida através da vinculação entre famílias influentes. Herdeiros de todos os clãs dos três mundos descem ao Subterrâneo para ingressar no Instituto, onde, pelo período de cinco anos, podem lutar para colocar seus sobrenomes no topo da ordem social vigente. Quando Harlan chega ao Instituto, seu caminho como herdeiro dos Leões já está traçado, contudo o rapaz não contava com o fato de que conheceria Kaissuna: a filha da Necrópole com poderes explosivos que tiraria sua vida totalmente dos trilhos.

O amor do Leão de Morgum: https://amzn.to/2D9xq9W (Amazon)

Spin-off de A Filha da Necrópole, este fragmento da história de Hiram e Jade se passa antes dos acontecimentos do livro principal. Retrata o ingresso de Jade ao Instituto e como o herdeiro de ninfa, filho dos Espelhos, e o herdeiro dos Leões de Aço de Morgum cruzaram seus caminhos, de modo a nunca mais se separarem.

Polaroid: bit.ly/PolaroidWtt (Wattpad) ou bit.ly/PolaroidSweek (Sweek) em breve na Amazon

Mais uma história do universo expandido de A Filha da Necrópole, Polaroid tirou Hiram, Jade e todos os personagens dos livros de seu universo fantástico original e os trouxe ao nosso mundo. Neste AU hot, Jade cursa fotografia e, em uma tarde solitária, é convidado por Harlan para assistir a um jogo de basquete em sua casa. O programa contava também com a presença de outros amigos do rapaz e de seu irmão mais velho, Hiram, aluno de direito e capitão do time de natação. Aquele primeiro encontro seria apenas o começo de um relacionamento apaixonante e inesquecível.


EM BREVE!!!

Cherry: em breve na Amazon e no Wattpad!

Entrar para o time. Arrumar um estágio. Focar na monitoria do laboratório de química. Terminar o ano em paz.

Parecia bem simples. Ia ser simples.

Após os acontecimentos vivenciados por Jaspe durante as primeiras horas do ano-novo, o ruivo colocou na cabeça que, para o seu próprio bem, não deveria mais escorregar e trair seu bom-senso, o qual o havia guiado durante toda a vida de maneira assertiva, lógica e confortável.

Jaspe era prático e gostava de ser. Por isso, agir ou pensar de maneira diferente do comum lhe provocava sensações estranhas, incontroláveis, com as quais não conseguia lidar corretamente.

E não conseguia, tampouco, se esquecer da pessoa que transformara seus sentimentos naquele trem desgovernado. Harlan, irmão mais novo de Hiram, entrara em sua vida de maneira invasiva e Jaspe lutara, durante um mês inteiro, para expulsá-lo de sua cabeça. Porém, uma vez de volta ao campus e restabelecido em sua rotina, o ruivo é obrigado a lidar com a presença constante do rapaz, o único capaz de lhe despertar sentimentos tão fortes em um espaço tão curto de tempo.

O Guerreiro dos Três Mundos (Wattpad/Sweek). Contém spoilers do primeiro livro!

As Superfícies estão em colapso. A herdeira das Raposas foi morta pelos Cisnes, dando a Yiorrara, o patriarca do maior clã da Necrópole, poder sobre os grandes nomes de Morgum. Em uma manobra irresponsável, os Leões perderam a maioria de seus aliados, inclusive o clã Lágrimas das Estrelas, dos Espelhos. O Instituto não tem mais seu principal mestre. Tudo está à beira do caos.

Paralelo a tudo isso, um homem e um elfo estão presos na escuridão na Necrópole. O elfo, incapaz de perder a fé, sem nunca desistir ou sucumbir ao medo. E o homem, perdido nos braços das trevas que carrega em sua alma, escravo da culpa e de um objetivo: trazer a mulher que viu morrer duas vezes de volta à vida.

Aos Olhos da Justiça (Amazon)

Katarina de Erel é a moeda desvalorizada da Coroa. Quarta herdeira na linha de sucessão ao trono e inferiorizada por seu sexo, Kat nunca viu em seus progenitores e irmãos aquilo que poderia considerar uma família. Renegada por essas pessoas, ela sabe que seu pai, rei Augusto, mal pode esperar para casá-la e se livrar de sua presença, tirando desta união qualquer benefício econômico que puder obter.

A vida de Katarina é solitária, embora a princesa tente extrair o melhor de seus dias e de si mesma. Porém, tudo muda no momento em que um grupo de artistas itinerantes chega à cidade. Após assistir à primeira apresentação d’Os Arcanos, Kat se vê encantada pela beleza daquelas pessoas e especialmente atraída por um homem, cujas costas são encobertas por tatuagens de espinhos. Katarina sabe, do fundo de seu âmago, que não deve se aproximar, porém nada tira de sua mente a necessidade de ver outra vez aquele cuja alcunha está gravada em sua memória: A Justiça.

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